• Hélio Couto

Resistência ao crescimento VI


Enquanto o trabalho for visto como um castigo ou uma maldição ou um mal necessário, não haverá possibilidade de progresso e crescimento.



Esperar dar 17 horas com ansiedade, chegar sexta-feira ou detestar a segunda-feira, é o sentimento que impedirá progredir.



Qual é o sentimento que se está emanando? Que gosta do trabalho ou que detesta?



Isso tudo faz parte da filosofia de vida da pessoa. É indispensável ver o trabalho como uma oportunidade de crescimento pessoal, de desenvolver as habilidades que tenha e adquirir outras, de expandir a personalidade e explorar todo o potencial.



As consequências de detestar o trabalho aparecerão logo. Perda de emprego, má remuneração, não promoção, sem outras ofertas de trabalho, etc. E isso tudo levará inevitavelmente a dívidas. Se não ganha é óbvio que o caminho mais curto é fazer dívidas. E dívidas são o caminho mais curto para a escravidão e a perda da independência pessoal.



É preciso ter alegria quando chega a segunda-feira, amanhece para trabalhar e dar o melhor de si no trabalho qualquer que seja ele.



E fazer o que é certo da primeira vez. Não há necessidade de fazer a mesma coisa duas ou três vezes até acertar. É preciso ter o sentimento do estado da arte. Fazer do trabalho uma arte.



Entrar em fluxo com o Todo durante o trabalho. Fechando o foco no que está fazendo o tempo todo.



E nunca prejudicar ninguém com o próprio trabalho. Seguir o que Sócrates ensinou a vida inteira. Caso a pessoa ache que não dá para seguir Sócrates, ela pode ter certeza de que tem sérios problemas de crenças. E toda crença atrai inevitavelmente a realidade para ela. Toda crença vira realidade mais cedo ou mais tarde. A única forma de viver bem é fazer o que Sócrates fazia. Nunca prejudicar ninguém.



Um funcionário, uma empresa ou um país em que a maioria absoluta esteja imbuída destes sentimentos terá progresso extraordinário e felicidade duradoura.



A rejeição ao trabalho, achando que o trabalho é coisa de escravos, de indígenas, de trabalhos forçados nos gulags, nas plantações de algodão, nos moinhos de açúcar, nas fábricas de trabalho escravo de hoje em dia, levará com certeza à infelicidade, à miséria, ao crime, à fuga da realidade, etc.



Todos que querem progredir devem analisar profundamente o sentimento que tem sobre o trabalho.



Hélio Couto

www.heliocouto.com

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